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domingo, 5 de julho de 2009

Transmissão da nova gripe pode ser mais lenta do que a da gripe normal

Estudo com furões e análise molecular mostram limitações do vírus.
Novo H1N1 tem dificuldade para se ligar a células humanas, diz estudo.

Do G1, em São Paulo

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Em meio ao temor crescente envolvendo o avanço da nova gripe, uma boa notícia: ao menos por enquanto, a nova versão do vírus H1N1 é relativamente "lerda", tendo dificuldade para invadir as células do sistema respiratório humano. Perto de outros vírus da gripe, ele ainda não "sabe" realizar esse truque com muita eficiência.

Foto: Divulgação

Estrutura característica da 'carapaça' do vírus (Foto: Divulgação)

A conclusão é de uma equipe conjunta do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, em artigo na revista especializada "Science" desta semana. A análise molecular do novo vírus, bem como o estudo de sua dinâmica de transmissão entre cobaias, trouxe um certo alívio.

Ram Sasisekharan e seus colegas do MIT verificaram que o novo H1N1 tem alguma dificuldade para se ligar aos receptores ("fechaduras" químicas que servem de porta para o vírus) do trato respiratório. Além disso, em experimentos com furões -- mamíferos cuja infecção pelo vírus é muito parecida com a humana --, a transmissão da doença também se mostrou ineficiente, em especial quando os bichos não estavam muito próximos uns dos outros.

Embora as conclusões sejam animadoras, os pesquisadores alertam que é preciso continuar monitorando o vírus, uma vez que novas mutações podem tornar sua transmissão mais eficiente.


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Elefante asiático nasce em zoológico australiano

Espécie corre risco de extinção.
A gestação do elefante dura 22 meses.

Da France Presse

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Foto: AFP

Zoológico Taronga liberou a foto do filhote de elefante asiático que nasceu no sábado (4). A mãe, Thong Dee, ficou agitada após o parto e precisou ser acalmada antes de encontrar com o filho, que pesa 120 kg e ainda não tem um nome. O nascimento é um passo na tentativa de tirar o elefante asiático do risco de extinção (Foto: AFP)


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Para Ministério Público, Telefônica não deve cobrar rescisão de contrato do Speedy

o não prestar serviço com "adequação", Telefônica teria perdido direito de cobrar por rescisão

O Ministério Público Federal em São Paulo recomendou que a operadora de telefonia Telefônica aceite o cancelamento do contrato do serviço de internet, o Speedy, sem que o cliente tenha que pagar a rescisão devido à cláusula de fidelização. A recomendação veio depois de clientes reclamarem que o serviço fornecido pela Telefônica vem apresentando reiteradas falhas, interrupções e lentidões no acesso à internet, além do serviço de atendimento ao consumidor apresentar demora. A Anatel, inclusive, já suspendeu a Telefônica de fazer novas contratações devido ao mau serviço prestado.


Policiais conseguem reconhecimento de vínculo com empresa
Os policiais trabalhavam como segurança, por meio de empresa terceirizada, e foram demitidos sem o pagamento de verbas rescisórias após reclamarem o recebimento de gratificação natalina. Eles não ficam livres de sanções disciplinares na corporação.

Correios farão concursos para preencher 12 mil vagas
A empresa deve publicar o edital em agosto. Serão 12 mil vagas com sálários de R$ 1,3 mil a R$ 3,2 mil. Segundo a diretoria do órgão, 5 mil postos serão preenchidos imediatamente. As outras 7 mil chances irão formar


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Educar é tentar fazer uma pessoa feliz, diz escritora na Flipinha

ANAÍSA CATUCCI
Colaboração para a Folha Online

No ano em que Ruth Rocha comemora 40 anos de produção de literatura infantil, a Flipinha --versão da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) voltada ao público infantil e a profissionais da área de educação-- faz uma homenagem para a autora. Além da decoração especial feita por alunos das escolas de Paraty, com criações artísticas e referenciais embasados nas personagens e mundos criados pela escritora, Rocha participou de uma conversa com Bia Hetzel, na tarde deste sábado (4).

A cobertura da 7ª Festa Literária Internacional de Paraty

Após o bate-papo que reuniu pais, crianças e educadores e da sessão de autógrafos, Rocha falou à Folha Online sobre o evento. Leia íntegra da entrevista.

Folha Online - Como é ser homenageada por uma festa literária, em uma tenda voltada para projeto com crianças?

Ruth Rocha - Ser homenageada é sempre ótimo, fiquei muito contente e fiquei impressionada com as as crianças prestando atenção enquanto conversávamos na mesa de debate. Engraçado, porque eu achei que nossa conversa seria algo sério e as crianças ficaram prestando atenção, isso que achei uma coisa fantástica, gostei muito.

Divulgação
Ruth Rocha comemora 40 anos de carreira em 2009
Ruth Rocha comemora 40 anos de carreira em 2009

Folha Online - Como é escrever para criança?

Rocha - Escrever é sempre difícil, tenho uma frase que sempre digo que é: "fácil ou impossível". Porque quem escreve acha razoavelmente possível, quem não escreve acha dificílimo. Por exemplo, para adulto eu não sei escrever, acho muito difícil. Para criança tenho certa facilidade, como uma bússola que sei para onde ir. Sei o que quero fazer, sei o que está ruim e é isso que considero que seja facilidade, é saber quando não está bom.

Folha Online - O que devemos ensinar para as crianças?

Rocha - Devemos ensinar respeito, disciplina, verdade, justiça, dar carinho, amor, compreensão. Dar dedicação a uma vida, cuidando da saúde, da felicidade, da acomodação e da alegria. Educar é tentar fazer uma pessoa feliz. Para ser feliz precisa ter disciplina, respeito pelos outros para ser respeitado, acreditar na verdade, receber e acreditar na justiça. A educação acaba sendo uma luta pela civilização, civilizar a criança. É isso que tento colocar nos meus livros.

Folha Online - A senhora tem a preocupação de educar as crianças por meio dos livros?

Rocha - Acho que quando você escreve literariamente, escreve com aquilo que tem sedimentado dentro de você. Não está presente na hora como a criança vai ler e aproveitar, não é isso. Quando escrevo, sai aquilo que penso, sinto, o que sou. Por meio disso, o livro herda todas as características, as qualidades e os defeitos que tenho. Embora não tenha essa preocupação em educar, eu me considero uma educadora, pois sou uma pessoa que vivi muitos anos na educação e sei que minha personalidade acaba sendo civilizadora, mais do que educadora.


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